Essa legítima “vira-lata inglesa”, sem “pedigree”, (se fosse humana hoje teria uns 70 anos) já passou por três cirurgias. Outro dia achou o portão aberto, saiu, mas não soube voltar e ficou quase um mês perdida, sendo achada 6 quilometros longe de casa. Essa é a Mila e é quem cuida da segurança de todos nós, latindo toda vez que um estranho para no portão.
Com esse “curriculum” deveria ser tratada por todos com muito carinho e atenção, mas não. Talvés seja a sua localização, nos fundos da garagem que faz com que quase todos se esqueçam que ela tem necessidades. Lá pela meia noite quando vou fechar tudo e conferir se as coisas estão em ordem é que percebo que ela não tem água, nem comida. (sabiamente, ela ainda nos avisa que falta alguma coisa, pulando e fazendo movimentos que nós humanos traduzimos como bobeira de animal querendo carinho). Acho que vou colocar um cartaz bem na frente da porta dizendo “EU EXISTO” e uma seta indicando a posição. Receio que se eu morrer primeiro que a Mila, ela também deva colocar um fim na vida e me acompanhar desta para outra. Pelo menos não passará fome, nem sede. Au, Au.