
segunda-feira, 30 de maio de 2011

domingo, 22 de maio de 2011

Aconteceram fatos recentemente, que nos traz de volta a alegria e o prazer em coisas pequenas, mas absolutamente únicas em nossa vida.
Quando a mesa de futebol chegou em casa, para montar o "Recanto do Guerreiro", o filho do meu vizinho viu e ficou maravilhado!
Convidei ele e seu pai para verem um treino e o menino apaixonou-se pelo futmesa. Convenci o Flávio Moraes para que vende-se baratinho um Corinthians de argola para o menino, que ficou muito feliz. Ocorre que o menino é muito pequeno (deve ter uns 6 anos), e sua altura não lhe permite jogar nessas mesas oficiais.
Outro dia estava em uma papelaria da cidade e vi várias caixinhas de times de botão (cristal), todos do Palmeiras (ou o dono é palmeirense ou encalhou mesmo) ao preço de R$3,96, isso mesmo (três reais e noventa e seis centavos), não paga nem o papel de embrulhar o presente. Em outro canto da loja vi um desses campo de botão da Estrela, ao preço de R$27,00 (vinte e sete reais). Resolvi comprar dois times de botão cristal e um "estrelão". Um time do Palmeiras foi mais fácil, pois na caixa vem uma cartela e basta colar cada adesivo no fundo de cada botão e está pronto. Mas todos os times da loja são do Palmeiras e como fazer? Procurei nesses sites que disponibilizam escudinhos de times e imprimi uma cartela com os escudos do Corinthians e assim fiz um time do Timão para o menino (esqueci de falar que o pai do menino é palmeirense). No outro dia o menino me procurou e disse que seu primo santista queria um time do Santos para poder jogar com ele. Fui na papelaria e comprei mais tres times e imprimi cartelas do Santos, Flamengo e do São Paulo e doei todos para o vizinho. Agora quase todas as noites e tardes ouço os gritos de gol vindo do outro lado do muro. A mãe do garoto outro dia me disse que foi o melhor presente que eu poderia ter dado e que as vezes tem que brigar com ele para ir dormir, pois quer jogar até 1 ou 2 horas da manhã. Essa é a verdadeira alegria de ver que ainda é possível se ter felicidade no sorriso de uma criança e poder repetir a história de nossa infância.
terça-feira, 17 de maio de 2011
A PRIMEIRA CONQUISTA
Esta é a primeira conquista de um torneio, depois de 25 anos, quando voltei a praticar o Futmesa. Parece que os treinamentos diários que tenho feito estão surtindo efeito e os resultados vão aparecendo. Na segunda colocação ficou Flávio Moraes e completando o pódio o Waltinho Junior na terceira colocação.
Completaram a tabela de classificação , Toninho Santos em quarto lugar e Willian Ibanhez em quinto.
Vejam como foram as partidas:
Primeira Rodada
Paulinho 3x1 Willian
Waltinho 3x2 Flávio
Segunda Rodada
Flávio 4x1 Toninho
Waltinho 2x2 Paulinho
Terceira Rodada
Flávio 5x1 Willian
Toninho 2x0 Waltinho
Quarta Rodada
Willian 2x2 Toninho
Paulinho 1x1 Flávio
Quinta Rodada
Willian 3x1 Waltinho
Toninho 0x2 Paulinho
Classificação e Campanhas
Paulinho 8 ptos, 2v, 2e, 0d, 8gp,4gc, 4sg (campeão invicto)
Flávio 7ptos, 2v, 1e, 1d, 12gp, 6gc, 6sg (vice campeão)
Waltinho 4ptos, 1v, 1e, 2d, 6gp, 9gc, -3sg (terceiro lugar)
Toninho 4ptos, 1v,1e,2d,5gp,8gc,-3sg (quarto lugar)
Willian 4ptos, 1v, 1e, 2d, 7gp, 11gc, -4sg (quinto lugar)
domingo, 24 de abril de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

UM SÁBADO NEM TÃO LEGAL!
Esse sábado (26/02/2011) não tão legal como os anteriores. No sábado passado no CNAGA ganhamos por 6x5 e fiz um gol (choraaaado!), dessas bolas que você pega na "orêia" da bola, e ela sai girando, quase sem força de chegar nas redes. Nesse sábado não fiz nenhum gol e as vezes que peguei na bola só fiz cáca (o zagueiro Agnaldo do time adversário tirou todas). Os destaques do jogo foram o Oswaldão pelo time adversário com dois gols (o Oswaldão estava demais) e o Luizinho pelo nosso time, também com dois gols, sendo um por cobertura (golaço!). A única coisa boa é que não perdemos e o jogo acabou 3x3. Agora nos 9 jogos que joguei no CNAGA, fiz 7 gols, com 6 vitórias, 2 empates e 1 derrota.
Espero melhorar na próxima partida.sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Neste último domingo (20/02/2011), fiz a minha primeira partida e meu primeiro gol oficial, com botões de acrílico depois de uma longa parada de 25 anos. Foram dois jogos e duas derrotas, uma de 4x0 para o “Matrix” de Jacareí e outra de 4x1 para o João Victor do Clube Ginástico do Rio de Janeiro em partida válida pela 1ª fase do Torneio Início, aqui em São Sebastião. Mesmo com essas duas derrotas pude perceber que ouve um avanço de janeiro para cá, quando iniciei os treinos, melhorando muito o controle de bola e reduzindo bastante as jogadas dificientes que cometia nos primeiros contatos com os botões de acrílico. Ainda existe alguma dificuldade na marcação e uma certa ansiedade para chutar a gol, o que prejudica o tempo de posse da bola. Mesmo assim fiquei satisfeito com o meu desempenho, mas acho que vai levar ainda bem um ano até conseguir adquirir alguma competitividade. A faixa verde na testa e as “braçadeiras” laranjas servem para evitar que o suor caia sobre a mesa, principalmente quando se joga em ambientes quentes. Embora esteticamente não seja lá muito bonito, considero bastante prático, pois mantém o deslize da mesa e além de tudo um respeito pelo adversário (acho até que deveria fazer parte das regras, obrigar o jogador usar meios que preservem a jogabilidade das mesas).
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
MINHA ASSISTENTE TÉCNICA
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
E a Mila virou uma estrelinha...
Essa legítima “vira-lata inglesa”, sem “pedigree”, (se fosse humana hoje teria uns 70 anos) e que já passou por três cirurgias. Outro dia achou o portão aberto, saiu, mas não soube voltar e ficou quase um mês perdida, sendo achada 6 quilometros longe de casa. Essa é a Mila que é quem cuida da segurança de todos nós, postada na porta da sala e latindo toda vez que um estranho parava no portão. Nesse dia 21 de fevereiro de 2011 a Mila finalmente descansou. Como dizia a minha neta, a Laurinha, a Mila vai virar estrelinha, e virou! Nesses últimos 13 anos foi a nossa companheira fiel, apenas nos abandonando quando algum infeliz soltava um rojão ou os trovões de uma tempestade resolviam atormentá-la. A Mila nasceu próxima de um galinheiro e quando chegou para nós estava infestada de piolhos de galinha (pode uma coisa dessas!). Durante 2 semanas fiquei tirando os piolhos que pareciam não acabar mais. Depois de tantas coisas vividas e de tantos anos de serviços prestados nada mais justo que ela tenha finalmente o sossêgo merecido.
sábado, 15 de janeiro de 2011
E o tempo passa.......

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
MEMÓRIAS DE UM VELHO BOTONISTA
Eu tinha uns 8 ou 9 anos (década de 60’), quando ganhei da minha Tia Gersone, uma caixa de madeira com várias fichas de jogos de carteado e botões, botões de verdade, grandes, de vários tamanhos. A princípio não sabia o que fazer com aquele “presente” e passava os dias olhando-os e tentando achar uma utilidade para eles. Já existiam aqueles botões de plásticos, a mesa tipo estrelão, mas custavam caro (pelo menos para meu pai que não podia comprar esses brinquedos). Tínhamos na sala um grande tapete todo colorido e um dia deu-me um estalo. Separei as fichas e os botões por tipo e tamanhos e com lápis de cor e decalques de distintivos de clubes, que comprei na papelaria do bairro desenhei vários times do Campeonato Paulista: O meu São Paulo, o Santos, o Corinthians, o Palmeiras, O São Bento de Sorocaba, a Ferroviária, etc.., peguei um giz e com uma ripa de madeira fui desenhando um campo de futebol sobre o tapete (minha mãe havia saído para trabalhar) e não precisa dizer a bronca que levei quando ela voltou do serviço. As medidas foram tiradas da minha cabeça, pois não tinha a menor idéia das dimensões de um campo, quanto mais reduzindo para o tamanho de um tapete. Em um caderno fiz a tabela com todos os jogos do campeonato, onde eu era o técnico de todos os times, pois não tinha crianças da minha idade na vizinhança que pudessem participar. Eu não conhecia a palheta e os botões eram acionados com o dedo indicador mesmo, que impulsionava o botão, que batia na bola e assim se faziam os passes e chutes a gol. Esses campeonatos duravam semanas e curiosamente o São Paulo sempre terminava campeão, diferentemente da realidade dos anos 60’, quando o Tricolor passava por uma “draga” que dava dó. Em 65 ou 66 mudamos para outra casa, próximos de outros primos e a vida havia melhorado “um pouquinho”. Meu Pai havia me dado uma folha de “Eucatex” que sobrara de uma obra em casa e com ela construí o meu primeiro campo de futebol de botão. Comprei um desses times de banca de jornal e substitui a parte central de cada botão por "camisas" que fiz. Chamei-o de Arsenal, mas não me lembro porque, pois eu não acompanhava o Campeonato Inglês, nem outro da Europa, e a “camisa “ fiz igual a do Fluminense. Cada primo comprou também um time de banca de jornal e disputamos memoráveis campeonatos no “estádio de eucatex’. Passaram-se uns quinze anos e somente no final da década de 70 e que voltei a praticar o futebol de mesa, quando conheci um pessoal que jogava na loja do seu Paulo Brianezzi, no bairro da Moóca. Foram pelo menos 5 anos disputando campeonatos na loja de calçados. O seu Paulo uma vez inventou uma olimpíadas do botão, onde haviam várias modalidades de esportes sobre a mesa de botão, como handebol, basquete, futebol de salão, etc... com mesas feitas com os desenhos das quadras mesmo. Os times de botão eram comprados do seu Paulo, que comercializava também as mesas, os porta-botões, que hoje chamamos de ônibus, além das bolinhas, que eram contas de plásticos cobertas com um fio de lã. Certa vez nessas olimpíadas, na semi final de uma partida de handebol, jogavam o Paulo Aissum (que embora não fosse um dos melhores da época, jogava razoavelmente bem) e um menino que se inscrevera e que ninguém conhecia. O Paulo Aissum já se considerava classificado para as finais e não é que o menino, que mal alcançava a mesa para impulsionar os botões, fez um gol e por mais que o Aissum chutasse e pressionasse, não conseguiu marcar nenhum gol e o garoto ganhou o jogo. O Paulo ficou tão nervoso, pois todos passaram a torcer pelo menino durante o jogo e a derrota foi motivo de chacota durante muito tempo, que ele abandonou as olimpíadas daquele ano e passou várias semanas sem aparecer na loja do seu Brianezzi. Foram bons tempos aqueles e pude conviver com feras como o Guilherme Biscasse, o José Aissum, o Paulo Aissum (irmão), o Mingão e outros. Nesse universo do futebol de mesa, haviam figuras incríveis que devido a suas personalidades ficaram na minha memória e sempre que se fala em futebol de mesa elas me voltam à lembrança. Um deles o José Aissum, que junto com o Guilherme Biscasse foram os melhores jogadores que vi em ação. Certa vez ficaram nessas olimpíadas do Brianezzi o jogo final entre o Guilherme e o José Aissum e tudo parou para que se assistisse a esta partida. O jogo foi tenso e acho que o José fez um gol e o jogo foi se arrastando, até que o Guilherme empatou e desempatou e acabou por vencer acho que por 4x2. A grande diferença entre os dois, para mim era o poder de concentração e a calma que o Guilherme conseguia administrar durante um jogo. Ao contrário o José se perdia em nervosismo quando se via frente a frente com uma situação de decisão como aquela. Outra figura folclórica era o Mingão, um corintiano que era pura emoção, pois jogava sempre para a frente e ou vencia por goleada ou amargava vexatórias derrotas. Bom, mas vamos voltar a história, em pouco tempo a maioria dos jogadores usavam times de botão que eu fiz a arte, o Goiás para o José Aissum, o Corinthians para o Mingão, o América de Rio Preto para o Paulo Aissum e mais alguns.Um dia pedi para o seu Paulo me vender os botões sem os adesivos e pinturas, comprei material (fitas “durex’, tintas sintéticas de várias cores) e fiz um time do Fluminense para mim. Seu Paulo Brianezzi viu o time e achou tão bonito que pediu-me para fazer vários modelos de camisas de vários times brasileiros e que depois ele levou para a gráfica e passou a usá-los em sua produção de botões. Não me lembro se fui pago por isso, mas acho que recebi em material, botões sem pintura, para fazer times para outros jogadores, pois as pinturas fizeram um grande sucesso. Devido a problemas pessoais, um dia o seu Paulo Brianezzi decidiu acabar com os jogos e passamos então a jogar nas casas dos jogadores, cada vez na casa de um. Mas isso não deu certo, pois a paciência de esposas e mães nem sempre combinavam com o amor pelo futebol de mesa e fomos algumas vezes convidados a nos retirar dessas casas. Eu mesmo perdi uma namorada (linda!), por causa do futebol de mesa. Para evitar esses problemas, começaram a surgir os clubes de futebol de mesa, como o Colégio São Judas e Colégio Riachuelo em Campos Elíseos, onde o José Aissum trabalhava e devido a sua influência nos foi cedido um espaço (quente e úmido) no porão, onde eram disputados os campeonatos. Mais tarde apareceram também o Botunice do Geraldo Décourt e o AREA, que era administrado por engenheiros e cuja sede era na Avenida Jabaquara, bem no final da Avenida Indianópolis. Lá conheci entre outros o Hideo Ue. Esse clube tinha uma peculiaridade que uma vez por ano o futebol de mesa era substituído por um jogo de Fórmula 1 em uma mesa com pistas e carrinhos imitando os carros de verdade (na época o Piquet estava na Willians e fazia o maior sucesso). Cada jogador tinha dois carros (scuderia) e tinha tomada de tempo, óleo na pista, quebras, etc.... Bem nessa época os botões de acrílico já haviam invadido todos os clubes e as tampas já não faziam frente a robustez desses botões e jogadores como eu perderam o interesse pelo futebol de mesa. Em 1985 consegui um emprego na Prefeitura de São Sebastião-Litoral Norte e mudei-me para cá, onde moro até hoje, e desde esse dia nunca mais joguei uma partida. Agora em dezembro de 2010, vi no site da Prefeitura de São Sebastião uma notícia a respeito do jogador sebastianense Flávio Moraes que conseguiu alcançar o 1º lugar no ranking do futebol de mesa do LITOVALE, torneio que reúne jogadores do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Despertou-me então a vontade de voltar a jogar e agora terei que me adaptar aos botões de acrílico. Esta é a minha história e o que me deixa um pouco triste é ver matérias sobre o futebol de mesa, e nomes como o de José Aissum e tantos outros nem sequer sejam mencionados.
Deixo aqui minhas saudações aos meus amigos botonistas:
José Aissum, Paulo Aissum, Mingão, O saudoso Antonio Maria Della Torre, o também saudoso Geraldo Décourt, Hideo Ue, o Luis Carlos "Schalke" (para quem não sabe esse apelido se deve ao fato de eu ter feito para ele a arte do time alemão e o apelido acabou pegando), além do meu irmão Beto Antunes, que hoje se dedica ao futebol do “Playstation”, por achar que esse jogo eletrônico é mais interessante.
Existem outras histórias e "causos" ocorridos no decorrer desses maravilhosos anos, mas que ficam para outra vez....