domingo, 20 de junho de 2010

A história do Mané Comuna



O “Mané Comuna” é um português, padeiro e hoje vende pão no bairro do Imirim, em São Paulo, mas já foi perseguido político em seu país, Veio pra cá, logo depois da queda do muro de Berlim e depois de passar muitos “apertos” na sua intransigente defesa dos nobres valores do comunismo, de que sempre foi fiel militante .
Pois bem… “Mané Comuna” participou da retumbante Revolução dos Cravos em Portugal que derrubou o ditador Salazar – aquele “franquista” de direita, mas que logo em seguida foi abatida pelo General Spíndola. Temendo ser preso, o “Mané Comuna” resolveu “dar um tempo” em Moscou. Chegando lá, foi logo de cara visitar o Túmulo do Lênin na Praça Vermelha, primeira parada de qualquer comunista que fosse a Moscou antes da queda do “muro” e eis que aparece um cidadão soviético e comenta com o português:
-”Veja só a imponência deste monumento !!!, Justa homenagem a um ícone revolucionário e comunista !!! Aqui se utilizou mais de 300 toneladas de mármore de Carrara para embelezar e eternizar a obra.” !!! Ao que o português respondeu:
-”Com esta quantidade de mármore daria para enterrar uns 500 comunistas lá na minha” terrinha”…!”
Péssimas palavras !!! Denunciado, o” Mané Comuna” foi “estagiar” por um ano na Sibéria. Ao voltar e para melhor se entrosar com os camaradas russos resolveu dar uma “festança” em seu apartamento convidando todas as maiores autoridades moscovitas, incluindo na lista o Comandante do Exercito Vermelho e para evitar confusões afixou pela casa toda inúmeros cartazes com imagens de “TODOS” os grandes comunistas conhecidos, de Rosa de Luxemburgo a Fidel Castro, de Mao Tsé Tung a Trotsky, de Che Guevara a Stalin. O General comandante lá chegando perguntou de pronto:
-”Quem colocou a foto deste filho da puta na parede?” e o “Mané Comuna” respondeu “de primeira”:
-”Se o Senhor me disser qual desses “filhos da puta”, eu retiro da parede imediatamente !!!”
Pegou mais cinco anos de “estágio” na Sibéria.
Depois desta temporada, retornando de Moscou, resolveu “ficar mais esperto” e achou por bem se esconder, não falar mais com ninguém e ficar incógnito, e mesmo andando na rua todo disfarçado e com a gola do casaco sempre lhe cobrindo o rosto acabou sendo reconhecido por uma velha camarada que o chamou aos berros:
-”Camarada “Mané Comuna”!!! ….há quanto tempo? …Você sumiu…, aliás eu não te vi na última reunião do partido !!!” e ele:
-”Puta que pariu !!!, mas se eu soubesse que era a última eu juro que teria ido !!!”

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